MP, MPT e prefeitura firmam acordo para reestruturação do Raul Sertã


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Prefeitura de Nova Friburgo firmaram, nesta terça-feira, 9, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com objetivo de promover a melhoria da gestão e reestruturação do Hospital Municipal Raul Sertã. O documento foi assinado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Nova Friburgo.

O termo prevê a elaboração e aprovação de um Plano Diretor Hospitalar, que trará dentro do seu conteúdo mínimo o diagnóstico da situação atual do hospital e a previsão de indicadores hospitalares como tempo médio de permanência, taxa de ocupação hospitalar e taxa de mortalidade hospitalar; além do registro de protocolos clínicos e médicos de manejo dos pacientes para cada evento atendido.

Além disso, o TAC prevê a programação e o cumprimento de um cronograma físico-financeiro contemplando diversas obras de reforma e modernização do hospital, como, por exemplo, nas instalações de nefrologia, laboratório, enfermarias, CTIs, pediatria, ambulatório e hemocentro. 

Também foram assumidos compromissos relacionados a definição e cumprimento de plano de metas para atender todas as exigências da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. O documento prevê ainda a elaboração de Planos de Gerenciamento de Risco; e a criação e efetivo funcionamento de órgãos de extrema relevância, como o Núcleo de Segurança do Paciente e das Comissões de ‘Revisão de Óbito’, ‘Revisão de Prontuário’, ‘Infecção Hospitalar’ e ‘Ética’.

Caberá a direção do hospital, a criação de um Grupo de Trabalho formado, no mínimo, pelos servidores das secretarias municipais de Saúde e Obras, Procuradoria-Geral do Município e Conselho Municipal de Saúde, para executar as medidas estabelecidas no documento.

As irregularidades no Raul Sertã foram objeto de diversas reuniões realizadas pelo MPRJ e pelo MPT com os entes envolvidos. Também foram realizadas ao menos três vistorias nos últimos quatro meses com a participação de membros e técnicos das instituições – como o Gate/MPRJ -, acompanhando integrantes de órgãos como a Vigilância Sanitária Estadual e o Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, os dois MPs também participaram de audiência especial na 3ª Vara Cível de Nova Friburgo no início de junho deste ano.

O TAC – que será juntado aos autos dos processos judiciais movidos pelo MPRJ e pelo MPT – prevê multas diárias e mensais em caso de descumprimento, bem como o envio de relatórios periódicos de monitoramento sobre as obrigações pactuadas, inclusive com dados de ouvidoria e pesquisas de satisfação.





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